PT
Europe
Austria DE
Belgium NL-BE | FR
Denmark DA
France FR-FR
Germany DE
Italy IT
Luxembourg DE | FR
Netherlands NL
Portugal PT
Spain ES
Sweden SV
Switzerland DE | FR
United Kingdom EN-UK
North America
United States EN
International
English Version EN
 

Glossário

Flebologia, linfologia, terapia cicatricial – Nem toda a gente está familiarizada com o jargão médico. Aqui, encontra os conceitos importantes, explicados de forma breve e resumida.

A  
Acrocianoseextremidades com cor azulada apesar de a temperatura exterior estar suficientemente quente, muitas vezes também extremidades frias
Adiposidade

acumulação excessiva de gordura

a) Forma ginoide (feminina) com ancas largas e pernas grossas

b) Forma androide (masculina) com barriga aumentada e pernas finas

 
Aglomerados de varizes novelos de varizes (lat.: convolvere: enrolar)  
Aloenxerto enxerto estranho ao corpo, de proveniência humana 
Anamneseantecedentes em termos de doenças 
Aneurismadilatação patológica de uma parte da parede arterial 
Angiodisplasiamalformação vascular 
Angiografiaapresentação radiológica dos vasos depois de injetado um meio de contraste
a) Arteriografia: artérias
b) Flebografia: veias
c) Linfografia: vasos linfáticos
 
Angiologiaestudo dos vasos sanguíneos e linfáticos
AngioplastiaAlargamento de vasos estrangulados através de um cateter de balão
Anticoagulanteproduto que impede a coagulação
Aranhas vascularescf. Varizes 
Artériavasos sanguíneos que saem do coração e alimentam aos tecidos
Arterialrelativo às artérias
Arteríolaartéria mais pequena
Artrodeserigidez articular artificial cirúrgica
Artrógenoque sai da articulação
Artropatiadoença das articulações
Atrofiaregressão de órgãos, tecidos ou células de desenvolvimento normal (provocada por uma perturbação do equilíbrio entre o suprimento de alimentos e as necessidades nutricionais)
Atrofia brancafoco atrófico branco e ligeiramente rebaixado, pequeno, redondo a oval, por vezes generalizado até à palma da mão, estranho, muitas vezes em forma de rede, existente abaixo do joelho. Se este foco chegar a formar uma úlcera da perna, será particularmente doloroso e resistente
B  
Bases de Bisgaardcova situada atrás do tornozelo; localização frequente da úlcera venosa da perna 
Bomba muscularcapacidade de um músculo para provocar o retorno venoso do sangue 
Bypass venosodesvio de um vaso sanguíneo obstruído através do transplante de uma veia 
C  
Capacidade venosaquantidade de sangue que as veias da perna conseguem suportar com o corpo levantado 
Capilares(na medicina) vaso sanguíneo ou linfático tão fino como um cabelo 
Celulitealteração por vezes dolorosa da pele feminina na zona dos glúteos e das coxas. Inflamação avançada e generalizada grave do tecido conjuntivo e adiposo subcutâneo.  
Cianosecoloração azulada na pele, nos lábios e nas unhas, devido a uma oxigenação insuficiente pelo sangue 
Cicatriz atróficasurge nas feridas mal curadas quando há formação insuficiente de fibras de tecido conjuntivo; cicatriz rebaixada. Caso mais conhecido: cicatriz de acne 
Circuito colateralvasos situados junto ao vaso principal, que alcançam a mesma área de fornecimento de sangue e substituem o vaso principal caso este deixe de funcionar 
Circuitos de desviocf. Circuitos colaterais  
Cirurgia de Babcockcf. Cirurgia de stripping 
Cirurgia de strippingremoção cirúrgica de varizes através da sua extração (Stripping) 
ColagénioEscleroproteína (de colagénio)
Colagénio escleroproteína (de colagénio) no corpo 
Colapsoescleroproteína (de colagénio) no corpo
queda, diminuição
- Colapso do sistema de circulação; choque
- Colapso dos pulmões no seguimento da contração da sua força, p. ex., em caso de ferida aberta da caixa torácica 
Coletor linfáticodepósito de recolha para a linfa eliminada  
Comportamento de compressão como roupa ou ligaduras de compressão, exercer pressão. Os fatores determinantes são, p. ex.,: pressão dinâmica e estática, evolução da pressão e classe de compressão 
Compressão intermitente descongestionamento mecânico de um membro com pressão de ar esporadicamente variável 
Conformidade A colaboração do doente na terapia, também designada por «Adesão à terapia» (Compliance) 
Conglomeradoacumulação 
Constitucionalinerente à constituição da pessoa 
Contaminaçãoinfestação, sujidade 
Contraçãoaperto, por exemplo, de um músculo 
ContraindicaçãoContraindicação; motivo para não usar um produto ou um procedimento 
Contrairapertar 
Contraturaencurtamento de músculos, tendões, ligamentos e articulações, que provoca uma restrição irreversível da mobilidade 
Corona phlebectatica flatulência das veias mais pequenas, desde a face lateral do pé até à zona do tornozelo, primeiro sinal de congestionamento venoso (insuficiência venosa crónica)  
Crónicodoença existente de forma permanente
Crossaponto de entrada da veia grande safena na veia femoral na zona da virilha 
Crossectomiaremoção/supressão cirúrgica da crossa 
Crus, cruris(lat.) região da perna abaixo do joelho
Cura primáriacura de uma ferida sem complicações 
Cura secundária cicatrização retardada 
D  
DAO

doença arterial obstrutiva

 
Decúbitoúlcera de pressão: Excessiva pressão local com alimentação insuficiente dos tecidos; normalmente, surgem necroses e úlceras devido a um decúbito prolongado  
Derma(grego) Pele
- Epiderme
- Cutis (derme)
- Subcútis (hipoderme)

 
Dermatiteinflamação da pele  
Dermatite de congestionamento reação inflamatória da pele na região da perna abaixo do joelho que apresenta o congestionamento 
Dermatologiaestudo da pele e das doenças cutâneas 
Dermatoscleroseendurecimento patológico de zonas da pele
Dermatoses termo genérico para as doenças cutâneas  
Dermatose de congestionamentotermo genérico para uma alteração cutânea dependente de um congestionamento, na região da perna abaixo do joelho, à exceção de úlcera da perna (Ulcus cruris)  
Dermesegunda camada da pele 
Descongestão física complexaforma de terapia composta por drenagem linfática, ginástica e ligadura ou meia de compressão 
Diretivas RALrequisitos de qualidade para o tratamento com meias de compressão medicinais.  
Displasiadefeito
Dissecção de bloco remoção de gânglios linfáticos locais em tratamentos oncológicos cirúrgicos 
Distal (lat.: distare, estar distante) áreas das extremidades mais afastadas do tronco; contrário de proximal
Diuréticosmedicamentos que promovem a eliminação da água. Não devem nunca ser administrados nos casos de linfedemas ou edemas decorrentes de uma IVC
Doença de Buergercf. Endangiitis obliteran 
Dor em repousodores em estado de repouso 
Drenagemeliminação de água; na medicina: descarga de líquidos corporais
Drenagem linfáticamassagem especial para eliminar congestionamentos linfáticos 
E  
Eco-Dopplercf. Ecografias 
Eco-Duplexcf. Ecografias  
Ecografias na flebologiaa) Eco-Doppler. Medição do fluxo sanguíneo através de eco-Doppler (cf. Doppler)
b) Eco-Duplex. Processo de imagiologia que mostra os vasos, determina a sua posição e o seu calibre 
Eczemaalteração inflamatória da superfície da pele com comichão (cf. Dermatite)
Edemaacumulação de líquidos 
Edema da região calcaneomaleolarinchaço; limitado às zonas atrás do tornozelo 
Edema pobre em proteínasedema com concentração reduzida (abaixo de 1g%) de proteínas (p. ex., edema da fome)  
Edema rico em proteínasedema com um teor de proteínas de vários gramas percentuais (p. ex., linfedema, edema inflamatório); os edemas crónicos ricos em proteínas têm como consequência alterações secundárias de tecido (proliferação de tecido conjuntivo; fibrose; esclerose; aumento de gordura)
 
Elastanomaterial sintético elástico  
Elastodieno material natural elástico 
Elastómero termo genérico para materiais fabricados de forma natural ou artificial. Estes podem ser monofilares ou multifilares. Incluem a borracha natural e os vários tipos de borracha artificial
monofilar: composto por uma única fibra; de um fio
multifilar: composto por várias fibras individuais
 
Elefantíaseinchaço disforme dos membros na sequência de um congestionamento linfático crónico (cf. Linfedema) 
Emboliaobstrução de um vaso por um coágulo de sangue;
causa: arrastar de substâncias internas e externas ao corpo que não se misturam homogeneamente com o sangue. Estas podem formar um conglomerado e, assim, estreitar o vaso
Êmbolocoágulo de sangue arrastado na corrente sanguínea
Endangiitis obliteransum tipo de doença arterial obstrutiva que surge principalmente nos jovens adultos
Endotéliocamada interna dos vasos sanguíneos ou linfáticos
Enxerto autólogoenxerto do próprio corpo 
Enxerto de matrizenxerto de matriz, corte de um enxerto em forma de matriz  
Enzimafermentos, substância aceleradora de reações biológicas
Epidermeprimeira camada de pele
Epitéliogrupo de células com várias camadas, que reveste a superfície do corpo
Ergoterapiaterapia ocupacional para preservar ou recuperar as capacidades funcionais, com vista a alcançar a maior autonomia possível
ErisipelaErisipela
Eritema vermelhidão da pele
Eritrocianose(Erythryocanosis crurum puellarum) uma variante da acrocianose (cf.) que afeta normalmente as mulheres jovens e adultas: pele fria vermelha-azulada na secção da perna abaixo do joelho, queratinização dos folículos (pilosos) na secção da perna abaixo do joelho, tendência para frieiras
Escaracrosta de ferida
Escarotomiacorte para aliviar a escara
Esclerosamento cf. Tratamento esclerosante 
Escleroseendurecimento patológico de um órgão 
Estrogéniohormona sexual feminina (hormona folicular) 
Excisão tangencialremoção de pele queimada em camadas finas 
Expansorimplante que dilata progressivamente os tecidos
Expostovisível, notório
Extravasalfora de um vaso
Extravasamentolíquido nos tecidos, líquido sanguíneo, plasmático ou linfático proveniente de um vaso
Extremidadesmembros
Extremidadespartes do corpo situadas no final, como os dedos das mãos e dos pés, mas também nariz, queixo, osso zigomático, etc. 
F  
Fáscia(lat.: fascia: faixa, cinta) membrana muscular composta por tecido conjuntivo e pouco elástica 
Fibrinasubstância rica em proteínas que se forma no sangue coagulado a partir do fibrinogénio 
Fibrinogénioestádio anterior da fibrina 
Fibroblastocélula de tecido conjuntivo. Em caso de edema crónico rico em proteínas, uma ação intensificada do fibroblasto leva à proliferação de tecido conjuntivo até chegar à fibrose  
Fibrosetransformação do tecido conjuntivo, em consequência de uma proliferação de tecido conjuntivo, p. ex., no caso de edemas crónicos ricos em proteínas, bem como em consequência de um raio-X (fibrose radiogénica) 
Fisioterapia terapia física para o tratamento de danos funcionais
Flebectasia dilatação da veia sem formação de varizes 
Flebectomia remoção cirúrgica de uma veia 
Flebiteinflamação das veias
Flebite varicosa inflamação de uma variz 
Fleboedemainchaço da perna devido a insuficiência venosa 
Flebografia apresentação radiológica das veias através da utilização de meios de contraste (cf. Angiografia)  
Flebologia  estudo das veias e das suas doenças 
Flebotrombose  trombose venosa profunda da perna 
Fontaine cirurgião francês (Estrasburgo) que classificou os estádios de gravidade de uma doença arterial obstrutiva:
- I. Poucas queixas, cansaço fácil, sensação de frio nas pernas
- II. Claudicatio intermittens, claudicação intermitente (cf.)
- III. Dor em repouso devido à falta de oxigénio
- IV. Dor em repouso, bem como necrose, gangrena (cf.)
G  
Gânglios linfáticosestação de filtragem do sistema vascular linfático 
Gangrenaforma progressiva de doença que leva a morte celular e necrose 
Gestação gravidez 
Glândula linfáticadesignação antiquada dos gânglios linfáticos  
Gradiente de pressãonas meias de compressão medicinais: a evolução da diminuição de pressão de baixo para cima, da região distal para a proximal  
H  
Hemangiomatumor benigno dos vasos sanguíneos  
Hematócritopercentagem de glóbulos vermelhos no sangue total; importante em caso de fluidificação artificial do sangue 
Hematomacontusão  
Hemodiluiçãofluidificação do sangue  
Hemodinâmica velocidade de passagem do sangue nos vasos 
Hemoglobina substância corante vermelha do sangue 
Hemorragiasangramento 
Heparinasubstância que impede a coagulação
Heterógenodiferente; contrário de homogéneo
Hiperémiaexcesso de sangue
Ativa: «Circulação sanguínea excessiva», em consequência do aumento de atividade de um órgão
Passiva: Em consequência de uma disfunção da drenagem = refluxo
Hiperqueratose(grego: hyper: sobre) queratinização exagerada da pele
Hipertoniaelevada pressão sanguínea
Hipertonia venosapressão sanguínea aumentada nas veias, normalmente em consequência de perturbações do retorno venoso 
Hipertrofia cicatricialtecido conjuntivo de proliferação irregular, devido a uma distribuição exagerada das fibras de colagénio 
Hipertróficoelevado, ampliado, ainda ativo
Hipodermite(grego: hypo: sub) inflamação do tecido da hipoderme
Homogéneosemelhante; contrário de heterogéneo
I  
Infeção secundáriainfeção por outro agente, em caso de lesão já infetada
Injeçãoinjeção
- intra-arterial (dentro da artéria)
- intravenosa (dentro da veia)
- intramuscular (dentro do músculo)
- intracutânea (dentro da pele)
- subcutânea (sob a pele)
 
Insuficiênciadebilidade, desempenho insuficiente de um órgão ou de um conjunto de órgãos  
Insuficiência das válvulasfecho deficiente das válvulas nas veias ou no coração 
Insuficiência de baixo volume insuficiência mecânica: devido a uma doença do sistema vascular linfático, a capacidade de transporte já não é suficiente para limpar todas as proteínas e resíduos linfáticos 
Insuficiência venosa crónica (IVC) lesão da pele e da hipoderme na secção da perna abaixo do joelho, provocada por varizes ou por uma trombose venosa da perna; desde tendência para inchaço, pigmentação, endurecimento da pele e hipoderme, atrofia branca até úlcera venosa da perna  
Intermitenteque surge de forma temporária  
Intersticial relativo ao interstício 
Interstícioespaços intercelulares 
Irredutívelque não se pode decompor, que não se pode resolver
Irreparávelque não pode ser restabelecido; que não pode ser curado
Irreversívelque não se pode reverter
Isquémiaquantidade reduzida de sangue nos tecidos
1. Isquémia absoluta = supressão absoluta do aporte sanguíneo devido a uma obstrução vascular
2. Isquémia relativa = aporte sanguíneo reduzido – disparidade entre aporte e a necessidade; consequência mais frequente: necrose
L  
LaplaceLei de Laplace: Pressão P = Tensão de uma ligadura = S dividida pelo raio de um cilindro = r
Esta fórmula indica que a pressão que um tratamento de compressão exerce sobre a secção da perna abaixo do joelho, semelhante a um cilindro, é diretamente proporcional à força de tensão da ligadura, mas é inversamente proporcional ao raio da secção da perna abaixo do joelho. Quanto menor for o perímetro, maior a pressão com uma mesma aplicação de força
 
Laplace, Marquis denascido em Paris; 1749 – 1827; matemático  
Latência tempo durante o qual uma doença se mantém escondida
Latente escondido; assintomático  
Lateralde lado; na parte externa dos membros (na parte interna: mediana
Látexborracha natural; dispersão aquosa de polímeros naturais (borracha) ou sintéticos
Lesãodano, ferimento
Ligaduras de compressãofaixas elásticas para o tratamento de compressão
Elasticidade reduzida; extensível até 70%
Elasticidade média; extensível até 130%
Elasticidade elevada; extensível acima de 130% 
Ligaduras de fraca compressão elásticacf. ligaduras de compressão 
Ligaduras de grande compressão elásticacf. ligaduras de compressão
Ligaduras de médio efeito compressivocf. ligaduras de compressão 
Linfalíquido dos tecidos
Linfadenite inflamação dos gânglios linfáticos
Linfadenopatiadoença dos vasos linfáticos
Linfangiomatumor benigno formado pelo sistema vascular linfático
Linfangiteinflamação de uma cadeia linfática
Linfedemaacumulação de líquido causada pelo deslocamento da drenagem linfática
Linfedema artificial edemas causados por automutilação (linfedema azulado doloroso e atípico) 
Linfedema primáriolinfedema provocado por uma perturbação no desenvolvimento do sistema linfático 
Linfedema secundário um edema rico em proteínas que se baseia numa insuficiência mecânica ou de baixo volume (cf.) dos vasos linfáticos.  
Linfocintigrafiamétodo de diagnóstico com uma macromolécula linfática radioativa, para apresentação do sistema linfático e para medição da velocidade do fluxo linfático ao longo da semivida (T/2), bem como deteção numérica da radioatividade acumulada nos gânglios linfáticos regionais, em repouso e após movimento
Linfogénicode origem linfática, que surgiu no percurso linfático
Linfografiaexame radiológico dos vasos linfáticos com meio de contraste
Lipedema inchaço desde as cristas ilíacas aos tornozelos (principalmente nas mulheres), de ambos os lados, simétrico, provocado por depósitos de gordura. Como lipolinfedema quando combinado com um linfedema
Lipodermatoescleroseendurecimento da pele e do tecido adiposo e conjuntivo subcutâneo no estádio final de uma insuficiência venosa e linfostática crónica na secção da perna abaixo do joelho
Lipolinfedemaforma que combina o lipedema e o linfedema. enquanto o lipedema termina ao nível dos tornozelos, neste caso há inchaço no peito do pé, um sinal de Stemmer positivo (cf.) e evolução assimétrica
Lipossucção procedimento invasivo usado também, por vezes, para o tratamento do lipedema
Localizaçãolocal, sítio
LRRAcrónimo de reografia com reflexão de luz, uma fotopletismografia otimizada (cf. PPG)
M  
Maléoloárea mediana (tibial) do tornozelo no interior da região da perna abaixo do joelho, área lateral (fibular) externa na região da perna abaixo do joelho
Mal perfurante(francês: du pied) úlcera de pressão com patologias dos nervos associadas a disfunções de sensações (neuropatias); mais rara nas neuropatias causadas por lepra, mais frequente nas neuropatias causadas por diabetes ou álcool 
Manobra de Valsalvaforça de pressão (como na evacuação de fezes) nas medições venosas, designada de acordo com o anatomista Antonio Valsalva (Bolonha 1666 – 1723)  
Medicação venosagrupo de medicamentos de plantas, semissintéticos ou sintéticos que contrariam uma doença venosa
Meio de contrasteproduto inserido nas cavidades ou nos vasos para permitir a sua apresentação radiológica 
Metabolismo renovação de células
Microanastomose ligação de pequenos vasos sanguíneos 
Microangiopatiadoença dos vasos sanguíneos mais pequenos
 
Microcirculaçãofluxo de sangue e de linfa na zona final do circuito, na área situada entre o fim das artérias e o início das veias (sistema capilar)
Mobilizaçãoaumentar a mobilidade, p. ex., de articulações rijas, através de exercícios
Monitorizaçãocontrolo da função corporal
N  
Necrosectomiaremoção do tecido morto 
Necróticomorto 
O  
Obstrução das artérias (aguda)estreitamento súbito de uma artéria de largura normal; normalmente devido a uma embolia proveniente do coração; frequente em caso de disfunção das válvulas cardíacas 
Oscilografiamétodo de registo da pulsação volumétrica nos membros, que dá informação sobre a qualidade do fornecimento arterial de sangue 
P  
Palpaçãoanálise através do toque com a mão  
Papilarem forma de papila (do lat.: papilla: elevação em forma de papila) 
Patogénesesurgimento de doença  
Percutâneo que passa através da pele
Perfurante de Dodd veias de união na secção da perna abaixo do joelho (cf. Varizes)  
Perfurar passar; atravessar  
«Pernas inquietas» perturbação singular sensorial das pernas, durante a noite, que provoca movimentos inquietos das pernas, nomeadamente na doença de Parkinson  
Perniosefrieiras 
Phlegmasia alba dolenstrombose das veias da bacia e da coxa; inchaço da perna, palidez, dores, febre
Phlegmasia coerulea dolensobstrução maciça aguda das veias na perna; coagulação do sangue em todas as veias das pernas, com insuficiência da circulação arterial de reflexo
Pigmentaçãopigmentação/coloração (em especial dos pigmentos da pele após a ação dos raios UV)
Pigmentossubstâncias corantes
Pletismografiaregisto do aumento de volume de uma extremidade para determinar a circulação em caso de fluxo venoso bloqueado
Plexorede formada pelos nervos
Pós-traumáticoque acontece depois do trauma
Pós-trombótico(lat.: post: depois) que acontece depois da trombose
PPG(fotopletismografia)
a luz sai de uma cabeça de medição e é emitida para a camada superior da pele, sendo então refletida e registada com a cabeça de medição. A comparação eletrónica entre a quantidade de luz irradiada e a luz novamente captada dá informações sobre a existência e a extensão do congestionamento venoso (cf. LRR)
Pressão de trabalhopressão de uma ligadura durante o trabalho muscular. Resultado de três fatores:
intensidade de tração e elasticidade da ligadura, bem como número de voltas sobrepostas 
Pressão estáticapressão exercida por uma ligadura quando não há trabalho muscular. Quanto maior for a elasticidade de uma ligadura, maior será a sua pressão estática e mais baixa será a sua pressão dinâmica
Pressão hidrostáticapressão de uma coluna de líquido sobre a zona considerada 
Pressão nos tecidos pressão existente no líquido intersticial livre  
Pressão venosaa pressão existente na veia. Em caso de insuficiência cardíaca direita, a pressão venosa aumenta em todo o sistema venoso (flebohipertonia generalizada) 
Primárioprimeiro; original
Princípio de Doppler(cf. ecografias) as ondas sonoras são refletidas por um corpo em movimento, com uma alteração de frequência. O efeito de Doppler torna a corrente sanguínea audível e, em caso de gravação, visível  
Profilaxiaprevenção; evitamento de doenças
Prognósticoprevisão da evolução de uma doença
Progressivogradual
Proliferação crescimento
Protrombinaestádio prévio inativo da trombina (cf.) no processo de coagulação
Proximalparte de um membro situada do lado do tronco; contrário de distal
PTSabrev. de Síndrome pós-trombótica (cf.)
Q  
Queimadura circularqueimadura circular 
Queloidegrandes excrescências de tecido conjuntivo que se formam sobre a área da lesão e se estendem até à pele saudável  
Queratinócitocélulas base da epiderme  
Quisto de Bakereversão da cápsula articular dorsal da articulação do joelho (hérnia sinovial = rotura da pele da articulação)
R  
Reabsorçãoabsorção; absorção de substâncias
Recidivarecidiva/reincidência de uma doença depois de curada
Refluxoretorno de um líquido (p. ex., sangue)
Regra dos noveregra para calcular a superfície do corpo queimada através da divisão em 11 x 9 + 1 partes percentuais  
Resistênciabarreira, oposição  
Reticular em forma de rede 
Roupa de compressãotratamentos de compressão com malha anatómica para as mais variadas regiões do corpo (p. ex., meias de compressão) 
S  
Secreçãoproduto proveniente da segregação
 
Secundárioem segundo lugar, posterior; dependente  
Serologiaramo da imunologia; estudo das propriedades imunitárias do corpo
Seroma1. acumulação de linfa em cavidades que não existiam previamente
2. retenção de secreções na ferida suturada
Serosorelativo ao soro; acumulações de líquido compostas predominantemente por soro
Sinal de Stemmerum engrossamento das dobras entre os dedos dos pés e das mãos e a falta de capacidade para se elevarem
Síndrome de congestionamento artrógenacongestionamento abaixo do joelho, causado pela rigidez da parte de cima do tornozelo, em pontas dos pés 
Síndrome pós-trombótica (PTS)soma das alterações cutâneas na secção da perna abaixo do joelho, desde o inchaço até à úlcera, em consequência de uma trombose profunda 
Sistema vascular linfáticotransporta a linfa da área distal para a área proximal
a) Sistema linfático superficial: segue as grandes veias e limpa a pele e a hipoderme de resíduos
b) Sistema linfático profundo: segue os vasos dentro de um revestimento de fáscia, limpa os ossos, as articulações e os músculos de resíduos. Existem ligações entre os dois sistemas, no pé e na coxa. De um modo diferente daquilo que acontece nos sistemas venosos, onde o sangue flui do exterior para o interior, a circulação linfática vai do interior para o exterior  
Sistema venosoparte do sistema circulatório que transporta o sangue desde a periferia até ao coração.
Faz-se a distinção entre três sistemas venosos diferentes na perna:
1. O sistema venoso superficial, situado fora da fáscia, tem, nomeadamente, como tarefa armazenar e disponibilizar o sangue para transporte nas veias profundas
2. O sistema profundo situado dentro da fáscia muscular; abrange as veias musculares para limpeza dos músculos, as veias condutoras para transporte em direção ao centro do corpo
3. O sistema das veias perfurantes que atravessa a fáscia 
Sistémicorelativo a todo o organismo
Soro líquido sanguíneo amarelado libertado pelos glóbulos e pela fibrina, que já não pode coagular
Subcútisfuncional
Suficientedesignação antiquada dos gânglios linfáticos
Sutura secundáriasutura de uma ferida originalmente infetada, depois de a infeção ser eliminada
T  
Take Ratenúmero de enxertos cicatrizados
Tecidocamada epidérmica saliente e extremamente fina de uma região do corpo não queimada 
Técnica Air-blocno tratamento esclerosante das varizes, o médico injeta uma pequena quantidade de ar antes do medicamento; objetivo: melhorar o contacto do produto com a parede venosa 
Telangiectasiadilatação dos vasos mais pequenos
Tempo de latênciaestádio anterior assintomático de uma doença 
Terapia de compressão
(Métodos da)
a) Ligadura de compressão
b) Roupa de compressão medicinal
c) Compressão intermitente 
Terapia descongestiva complexaterapia em 2 fases do linfedema e do lipedema, e da insuficiência venosa crónica (cf.) em estado terminal. «Fase 1 do descongestionamento» com medidas de higiene cutânea, drenagens linfáticas manuais frequentes, ligaduras de compressão e terapia descongestiva de movimento. «Fase II da manutenção ou otimização» com terapia de compressão, drenagens linfáticas manuais ocasionais, terapia de movimento, medidas de higiene contínuas. A terapia descongestiva complexa (TDC) pode eventualmente ser complementada com uma terapia de compressão intermitente mecânica (pneumomassagem) 
Terapia manualtécnica da fisioterapia para as articulações e as partes moles 
Termografiadeteção de disfunções periféricas da circulação sanguínea através do registo de diferenças de temperatura na pele, que surgem com várias cores na imagem do termograma  
Thrombangiitis obliterans doença arterial obstrutiva nos jovens do sexo masculino  
Tratamento esclerosanteinjeção de um produto que bloqueia a veia devido à colagem da parede (cf. Esclerose) 
Traumalesão, ferida ou semelhante; provocada por uma aplicação de força
Trauma por inalaçãodano dos pulmões devido à inalação de substâncias tóxicas
Trombectomia remoção cirúrgica de trombos 
Trombinadissolução farmacológica de trombos com determinadas enzimas (estreptoquinase, uroquinase) 
Trombocoágulo de sangue que surge nos vasos ou no coração
Trombócitoplaqueta; adjuvante na coagulação
Tromboflebiteinflamação das veias; usada normalmente para designar a inflamação das veias superficiais
Tromboflebite profundainflamação e trombose das veias profundas; designação abreviada: trombose venosa; cf. flebotrombose
Trombóliserecidiva/reincidência de uma doença depois de curada
Tromboseobstrução de um vaso, de uma veia ou de uma artéria por um coágulo de sangue
U  
Úlcera ferida
Úlcera de polainaúlcera da perna, que envolve a secção da perna abaixo do joelho, formando uma polaina  
Ulcus crurisúlcera abaixo do joelho (úlcera da perna)  
Urticária vermelhidão da pele  
urticário com urticária 
V  
Válvulas venosasválvulas existentes nas veias que, quando não estão danificadas, estão concebidas para permitir a passagem num só sentido do sangue, desde a periferia até ao coração, impedindo um retorno
Varicosedoença provocada por varizes
Varicose na safenaformação de varizes numa das duas veias safenas, V. saphena magna ou parva (cf.)  
Varicose reticularvarizes na rede venosa superficial (cf. Varizes) 
Variz(lat.: varus: tortuso)
ramo (varizes ramificadas) = varizes oblíquas, que vão do exterior até às veias safenas
aranhas vasculares = grupos de derrames finos situados na pele
Varizes reticulares = varizes em forma de rede junto às duas safenas
Varizes safenas = formação de varizes na veia grande safena e/ou na veia pequena safena
Variz ramificadaformação de varizes nos ramos laterais que conduzem às veias safenas (apesar de estas veias conduzirem às veias safenas, são designadas por ramos; o correto seria «raízes»)  
Varizes secundárias varizes que se formam na sequência de uma trombose profunda  
Vas (lat.: vaso)
- extravasal fora do vaso
- intravasal dentro do vaso
Vasculite(Vasculitis) inflamação de um vaso
Vasoaqui: vaso sanguíneo ou linfático  
Vasos de capacitânciaveias: devido à sua grande elasticidade, não só servem para o transporte do sangue, como também são reservatórios de sangue  
Veia perfuranteunião transversal entre o sistema venoso superficial, situado fora da fáscia, e o sistema venoso profundo revestido pela fáscia (cf. Veia perfurante. O nome indica que a fáscia é perfurada, ou seja, atravessada)  
Veia perfurante de Boydveia importante de união (cf. Veia perfurante), situada no interior, abaixo do joelho 
Veias condutorascf. Veias; juntas, as veias condutoras e as veias musculares formam o sistema venoso profundo situado dentro da fáscia  
Veias profundas das pernasas veias dentro da fáscia muscular composta por tecido conjuntivo (as veias musculares e condutoras) 
Venavaso sanguíneo que leva ao coração, a veia
- arcuata cruris posterior= arco venoso posterior; arco de Leonardo
- femoralis= veia femoral (coxa)
- iliaca (communis, interna, externa)= veia ilíaca
- poplitea= veia poplítea
- saphena magna, veia grande safena; sai da parte da frente do peito do pé, passa diante da parte interna do tornozelo em direção ao lado interno da perna, chega à veia femoral por baixo da virilha, formando a crossa da safena (cf.)
- saphena parva, veia pequena safena; sai do lado externo do pé, passa atrás do tornozelo em direção à parte traseira da secção da perna abaixo do joelho, atravessa a fáscia muscular na fossa poplítea para terminar numa veia profunda
Venaeplural de veia: veias
- comunicantes= ligações transversais dentro de um sistema venoso (superficial ou profundo)
- perfurantes= ligações transversais entre o sistema venoso superficial e profundo; são Perfurantes porque perfuram (atravessam) a fáscia. As veias perfurantes são as ligações existentes no percurso, num só sentido, do sangue, desde a superfície até à zona mais profunda)
Venosorelativo às veias
Vénulas (Pl.) são as veias mais pequenas que retiram dos capilares o sangue utilizado no transporte para o interior do corpo